Padrões de Beleza em Debate

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Cartaz com padrões de beleza explorados pela mídia
Leitura e discussão de textos para fomentar o debate sobre os padrões de beleza.
Leitura e discussão de textos para fomentar o debate sobre os padrões de beleza.
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Grupo no desenvolvimento da atividade
Comentário
ECO, Umberto. História da Feiúra. Rio de Janeiro: Record, 2007.

Acreditamos que nosso papel enquanto educadores é fomentar o pensamento crítico dos nossos alunos, deste modo, observamos em nossa sociedade contemporânea processos de alienação atuantes na formação de consciência coletiva que trazem como consequências a negação de identidades, discriminação, preconceito, machismo, racismo, desigualdade social entre outros.

Uma ação educativa que estimule o desejo de transformação do status quo deve promover o debate e o questionamento sobre a naturalização de atitudes e pensamentos que reforçam estereótipos negativos e preconceitos, que ainda no século XXI, permeiam nossa sociedade e que nos afastam de qualquer ideal de justiça social.

Nesse sentido, propomos por meio desta oficina uma reflexão sobre em que medida os padrões de beleza assimilados pelos sujeitos são forjados por diversos grupos dominantes da sociedade, sendo disseminados pelos meios de comunicação que reproduzem estereótipos, preconceitos e discriminação.

Em uma caixa de papelão colocamos jornais e revistas de circulação nacional, os alunos foram convidados a examiná-las e solicitamos que selecionassem e recortassem imagens de pessoas que considerassem bonitas. Essas imagens foram coladas em duas cartolinas para que pudéssemos analisá-las.

Observamos as imagens selecionadas sob as seguintes perspectivas: idade, sexo e gênero, etnia, classe social e discutimos como os padrões comuns são facilmente encontrados nestas revistas e questionamos por que aquelas imagens podem traduzir o que é belo e outras eventualmente não.

Durante a roda de conversa apareceram vários aspectos, e fizemos a leitura compartilhada de alguns textos para fomentar a discussão, um deles era um recorte da obra de Umberto Eco, “História da Feiúra”, outro um texto de Orson Camargo, “Mídia e o culto à beleza do corpo” e um terceiro extraído de uma sequencia didática disponibilizada no Portal do Professor – MEC de autoria de Rosangela Menta Mello o qual se tratava sobre Zuzu Angel, estilista brasileira, que politizou seu trabalho na moda denunciando o desaparecimento de seu filho durante o regime militar na década de 1970.

Nosso intuito foi o de questionar o padrão de beleza assimilado e reproduzido, que não condiz com nossa própria identidade e que atitudes transformadoras podem romper com estes estigmas nos diferentes dimensões da vida social, seja na escola ou até mesmo na moda, circuito onde predominam ações segregadoras.

Algumas reflexões surgidas após a atividades

  • Eu penso que a beleza não é só o que a pessoa é por dentro – Isabelli 8ª B.
  • Depois desse encontro eu aprendi que nós temos que nos achar bonitos do jeito que somos, independente do que a mídia fale sobre o “corpo perfeito” ou o ‘padrão perfeito”, o que importa que nos achemos bonitos, mesmo com todas qualidades e defeitos. – Nicole 8º B
  • A beleza está nos olhos de quem a vê. Apesar de tudo, todos nos somos seres humanos, temos a mesma origem, e a beleza é apenas uma característica a mais em uma pessoa. Todos somos lindos mas nem todos conseguem  enxergar a beleza por trás dos olhos de cada um. – Emilly 8ºA
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